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Das coisas que aprendi.

Tenho que escrever. Estou em um nível de ansiedade que não cabe mais em mim e escrever aqui me faz bem. Obrigada audiência. Faz muito tempo. Sete anos de espera. Vou contar o que aprendi nessa caminhada de pagar 95 mil dólares tendo profissão "de pobre". Gente, pesquisei, me empolguei, fiz mil cálculos, mas nunca tive como investir em especializações. Por que você não faz um mestrado?? TANTA gente me perguntou. Você entende agora o motivo? Não tínhamos como mergulhar em mais dívida. Somos abençoados. Não foi cartão de crédito, foi estudo. Você sabia que é tradição de muitas famílias americanas começar a guardar o dinheiro da faculdade do filho quando eles nascem? O brasileiro não. Muitos imigrantes nunca pensaram nisso. Por isso, para os que escolhem ter uma graduação, financiamento não é uma escolha é a única opção. Agora eu quero contar da melhor parte: OS MILAGRES. Quando decidimos ter filhos, a escola para a qual eu trabalhava me fez um chá de bebê e ganhei tanto dinhe...

O menor...

Maior quê >

Deletei e tudo mudou.

Sou introvertida. Super na minha, nunca fiz questão de ser amiga de todo mundo. Eu era aquela aluna que procurava o lugar mais longe dos "populares" para sentar em sala de aula. Porém, sempre fiz questão de ajudar alguém. Como me faz feliz ver que alguém ficou feliz! Aos 6 anos eu voltava para casa com a tia Raimunda - babá - e ela me perguntou "Por que você não comeu seu lanche, Lara?", respondi: Por que toda vez na volta pra casa tem uma criancinha pedindo comida, tia. - "aí nós passamos por ela e você abriu sua lancheira e deu seu lanchinho para ela. Nunca vou esquecer de ti fazendo aquilo. Como pode, tú daquele tamanho, guardando o lanche para uma criança de rua..." - assim ela conta. Como é difícil querer muito ajudar e não conseguir. Foi por isso que criei o @UStrive.us (instagram). Quero ajudar imigrantes que moram aqui há anos aqui e não conseguem se comunicar. Tem sido uma experiência incrível e enche meu coração de alegria vê-los mais confiant...

Sendo mãe, hoje...

Hoje, para mim, ser mãe é me sentir incompetente. Parece que todo o meu esforço não tem funcionado nada. Esse sentimento é ruim por que é generalizador. De repente quanto a tudo ao meu redor, tudo! Em todas as áreas da minha vida: me sinto uma incompetente, ou seja, uma mulher incompetente, não só "uma mãe". Há exatos dois anos e 4 meses eu via o maior milagre da minha vida sair de mim, hoje, eu sinto que não sei se estou cuidando, educando, abençoando esse milagre (meu filho), como eu deveria. Não sei se tenho sabido louvar o Senhor em todas as coisas por tudo que Ele me deu. Me sinto incapaz disso também. Li o blog "É difícil ser uma boa mãe quando a gente está cansada", e acredito que você deva ler também. Não é fácil e certamente não é a última vez que pensarei assim. Vejo pais de crianças tão mais velhas compartilharem do mesmo sentimento. Talvez estejamos só cansados. Talvez apenas devamos desacelerar nossas expectativas diária. A casa não precisa estar sempre...

Minha culpa

É você. Não é seu horário no trabalho, seus companheiros de trabalho, nem seus alunos que choram demais. Não é a distância da sua família, a ausência de amigas, nem a falta de um namorado(a)/ esposo(a), nem a igreja. Se algo te faz insatisfeito é você mesmo! Sempre achei clichê aquele papo de "se você mudar para a situação, a situação muda para você"; ou "tudo depende de como você vê as coisas". Mas então, resolvi testar, resolvi tentar, me dar uma chance. Se funcionasse, glória a Deus, se não, eu iria atrás de ajuda profissional. Resolvi lutar contra a minha insatisfação constante. Percebo que virou mania das pessoas serem vítimas da "própria vida difícil" e imagino que o fato de todo mundo acompanhar muito a vida alheia pela mídia, todo mundo acaba se comparando e, enfim, muitos vivem bem por causa das pílulas anti-depressivas. Essa dependência, eu também não queria. *- Deus, vou ter um momento de oração com o Senhor todos os dias pela manhã e vou fazer ...

Ressurreição

Em quinze anos de evangélica, desde que fui batizada aos 13 anos de idade, nunca tive tanta convicção de que eu tinha que estar em um lugar por que Deus tinha um recado para mim. Trabalhei 12 horas seguidas com 12 bebês chorando, gritando.. loucura loucura! quis chorar com eles, senti que ia desmaiar no trabalho várias vezes hoje, mas fiquei quieta. Respirei. Comi. Fechei os olhos por alguns minutos. Depois abri, e terminei o expediente. Cheguei em casa com dores absurdas nas pernas. Desanimei mil vezes de ir para o culto, mas do nada resolvi tomar banho e sair com o Ethan. Em 10 minutos estávamos ambos arrumadinhos. Chegando na igreja, o Ethan vomita no carro! Fazem MESES que ele não gofa... Entrei na igreja, lavei a roupinha dele. Coloquei um casaquinho para desfarçar o cheiro ruim. E louvei. Orei. Quando vi, já estava em prantos. Quebrantada. Acontece que ontem, vi um convite da cantora #MarianaValadão no instagram falando que estaria nessa igreja pertíssimo de minha casa (8 minutos...

O que faz de mim

A singularidade de um "cargo" (ou título) facilmente reconhecível é algo fantástico, né? Por exemplo: Basta um jaleco longo branco pra logo assumirem que você é um médico, doutor, dentista, físico etc; Um terno bacana e você é um baita de um executivo, advogado... algo do tipo. OU até esteriótipos como: Uma pessoa do cabelo colorido/ ou super fashion, unhas fantásticas, salto imenso...maguiagem arrasando: "Trabalha num salão de beleza!".... e foi pensando nisso que me inspirei pra descrever o cargo mais singular de todos: Cabelo zoneado na maior parte do tempo; Unhas que mal duram um dia; Olhar cansado; Pouca maquiagem...não é que não o fazem! é que não têm tempo. As mães! Sim, me tornei uma há 7 meses. E hoje, me olhando no espelho vi como esse meu título é mais singular que todos os outros e como a razão desse esteriotipo me faz tão feliz. É o que faz de mim, MÃE.